sábado, 14 de fevereiro de 2015

Pouco a pouco, construímos um castelo



Ele veio sem pedir licença, sem bater na porta. Da maneira mais hostil que se pode entrar. Eu poderia ter reagido, não gosto que entrem sem permissão, mas nada fiz. De alguma forma, soube que deveria permiti-lo entrar. 

Ele se abaixou ao meu lado e os dois permaneceram no chão, recolhendo os pedaços, como se a dor agora fosse compartilhada. Eu tentei entender o que nos fazia permanecer ali, juntos, mas depois me dei conta que era apenas pra ser. Depois de mais invasões, eu já o esperava. Me peguei sorrindo, sem motivos, sentada no banco do ônibus, indo pelo caminho mais longo para poder sonhar mais um pouco. Enxerguei o quanto a vida pode ser bonita mesmo morando numa cidade caótica, mesmo do lado de dentro de um ônibus.
E quando ele não vem, o coração dispara com qualquer barulho. Eu tento odiá-lo por me fazer esperar, mas então me distraio e ele chega, roubando o meu ódio com quase nenhuma palavra. Não é mais hostil, é quase educado.
Não há mais o que recolher, já estamos reconstruídos. Somos nós, que não podem ser desfeitos. Se um dia o mundo nos separar a força, ainda teremos um ao outro.
Sempre.
Aqui dentro.


(Texto escrito por Ingrid Sodré)

sábado, 27 de setembro de 2014

Eu ainda transbordo amor.


E o que posso dizer?
Gosto da nostalgia de um amor antigo e da esperança de um novo.
Prometo que não vou mais amar tão devotamente e por fim amo como a primeira vez, como se o gosto nunca tivesse saído da boca.
O amor transborda em mim.
Eu ainda transbordo amor.



(Texto escrito por Ingrid Sodré)

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Somebody knew.



In the cold nights,
You used to be by my side
Always holding me tight.

Your arms looked like a cage,
But I knew
It was a safe place.

My skin under yours
Your skin under mine
It was like this,
Until the sunrise.

You whispered in my ear
All I wanted to hear
And I started to feel
That I was finally healed.

Now you go back to where you from
I don't know where I belong,
To your arms or to the world?
I think is to Love.



(Texto escrito por Ingrid Sodré)